As praias de Santarém que desaparecem e voltam com o tempo: um espetáculo da natureza amazônica



Quem visita Santarém pela primeira vez pode se surpreender com uma cena inusitada: praias paradisíacas no meio da floresta amazônica! Mas o que mais chama atenção é que... elas somem! Isso mesmo: uma praia linda, de areia branquinha, que em um mês vira rio. E depois, magicamente, volta. Como pode?


Essa dança entre água e areia acontece todos os anos e faz parte do ciclo natural das cheias e vazantes dos rios amazônicos — um fenômeno que impressiona moradores e encanta turistas.


Essa dança entre água e areia acontece todos os anos e faz parte do ciclo natural das cheias e vazantes dos rios amazônicos — um fenômeno que impressiona moradores e encanta turistas.


🌊 Por que as praias somem?


Santarém está localizada entre dois gigantes da natureza: o Rio Amazonas e o Rio Tapajós. E ambos são rios de planície, o que significa que têm variações muito grandes no nível da água ao longo do ano.


De dezembro a junho, os rios estão cheios: o nível da água sobe, invade margens e cobre as praias.


De julho a novembro, o rio seca: a água recua e surgem praias extensas, muitas vezes com quilômetros de areia branca.



Ou seja, as praias "desaparecem" porque são literalmente engolidas pelos rios durante o período das cheias. Depois, voltam a aparecer conforme as águas baixam. É como se a cidade ganhasse um novo litoral a cada ano!


🏖️ As principais praias que seguem esse ciclo


Algumas das praias mais conhecidas por esse fenômeno são:


Alter do Chão: uma das mais famosas do Brasil. No verão amazônico, suas faixas de areia surgem entre as águas cristalinas do Tapajós, formando ilhas, bancos e canais perfeitos para banho.


Ponta de Pedras: a praia aparece linda e extensa na seca, com barracas de palha e sombra de árvores. Na cheia, tudo desaparece sob as águas.


Praia do Maracanã: dentro da zona urbana de Santarém, é uma das que mais variam ao longo do ano. Na cheia, vira um balneário fluvial, com acesso por barco.


Praia do Cajueiro: escondida e rústica, é uma das joias que só aparecem quando o rio recua. Ideal para quem busca sossego.



🌿 Um fenômeno que cria dois mundos em um só


Esse ciclo das águas é muito mais do que um detalhe climático. Ele influencia toda a vida da região:

Turismo: os passeios e balneários se adaptam ao ritmo das águas. Na seca, é tempo de praia. Na cheia, é tempo de igarapés, florestas inundadas e passeios de barco.


Economia: restaurantes, vendedores e barqueiros se preparam para a temporada de praia como se fosse alta estação no litoral.


Cultura local: as festas, os costumes e até as comidas mudam com as águas. O povo ribeirinho aprendeu a viver com esse vai e vem.



🧭 Dica para o visitante


Quer curtir as praias de Santarém em sua melhor forma? Programe sua viagem entre agosto e novembro, quando as areias estão no auge e o sol brilha forte. Mas se vier na cheia, aproveite para explorar a Floresta Encantada, a Ilha do Amor cercada por água, e os passeios de canoa por áreas alagadas que mais parecem saídas de um filme.


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